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Resistência Pankararu

O vídeo exibe fotos de manifestações culturais dos índios Pankararu ao som do Toré – composto por música e dança. A dança ocorre ao ar livre, reunindo homens, mulheres e crianças, de preferência nos fins de semana. O ritmo é marcado pelo som de maracás feitos de cabaças e os versos da música são cantados em português, misturados com expressões do antigo dialeto da tribo.

Segundo dados da Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, a tribo possui população de cerca de 5,2 mil índios e habita terras nos municípios de Tacaratu e Petrolândia, no sertão pernambucano. Fazem parte do grupo mais amplo de “índios do sertão” ou Tapuia, caracterizado historicamente por oposição aos Tupis da costa e ao Jê dos cerrados à oeste.
Os Panakararu estão no Ponto de Cultura Índios Online, junto a outras tribos indígenas do Nordeste, que integram o projeto, cujos objetivos principais são facilitar o acesso à informação e comunicação, estimular o dialogo intercultural e promover pesquisa, resgate, preservação, atualização e valorização das culturas indígenas, a partir da ótica e ação dos próprios índios.
A base da economia Pankararu é a agricultura. As principais culturas são feijão, milho e mandioca. Os índios também comercializam pinha, fruta típica da região, e têm no artesanato uma fonte de renda complementar.
Devido ao trabalho realizado pelos missionários, os índios cultuam a religião católica, observam o calendário de festas populares religiosas, mas mantêm também rituais, danças e folguedos próprios da sua cultura.
As festas típicas mais importantes, além do Toré, são a Corrida ou Festa do Umbu e a do Menino do Rancho. Sobre esses rituais eles guardam uma certa reserva. A Dança dos Bichos é outra manifestação cultural típica dos Pankararu. Nessa dança ganham aqueles que conseguirem representar melhor os movimentos de animais como porco, cachorro, formiga e sapo.
Do dialeto da tribo só existem alguns vestígios nos cantos que acompanham as danças. A língua nativa não sobreviveu.
(Texto com dados da Fundação Joaquim Nabuco, FUNDAJ, e Universidade Federal de Pernambuco, UFPE.)

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