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Homem é resgatado após 16 horas sob escombros em Teresópolis

Morro desabou na madrugada de quarta-feira e deixou Marcelo soterrado debaixo de quatro metros de terra.

Na semana marcada pelo maior desastre natural da história do Brasil, quando mais de 600 pessoas morreram na Região Serrana do Rio de Janeiro, o Fantástico traz cenas de um resgate que parece milagroso.
Um barulho foi ouvido nos escombros, e começa a escavação. Debaixo de quatro metros de terra, surge uma cabeça. Depois, é possível ver as costas. E vem a surpresa: o homem está respirando. Todos comemoram o resgate do trabalhador da indústria Marcelo Pinheiro Fonseca.
As imagens foram feitas pelo jornalista Luciano Zimbrão. Quando chegou ao local, o bairro Espanhol de Teresópolis, ele começou a filmar sem saber que estava prestes a registrar um resgate espetacular. “Diante do cenário que está aqui, saber que ele estava vivo era uma grande alegria”, diz o jornalista, emocionado.
Por coincidência, o sobrevivente é um velho amigo. “Marcelo é amigo de infância. Ele vai nos aniversários do meu filho de cinco anos”, comentou Luciano.
Segundos os relatos, no local havia dez casas. Marcelo estava cuidando de uma delas que pertence à irmã. Quando o morro desabou na madrugada de quarta-feira (12), ele correu para fora, mas foi alcançado pela lama. Marcelo passou 16 horas sob os escombros. Havia quatro metros de terra acima dele.
Depois do resgate, Marcelo foi levado para o hospital para ficar em observação. “Na terça-feira, eu acordei umas 3h20. Escutei trovões e falei: ‘está muito forte’. Fui até fundos da casa, por dentro. Quando abri a janela, só escutei aquilo. Aí eu corri, só foi a conta de eu correr. Quando eu cheguei na porta da frente, foi algo tão forte, que só vi os pedaços de pau, pedra voando e aquele vento forte me jogando de frente. Se eu tivesse dormindo, eu teria morrido”, relatou Marcelo.
“A gente percebeu que ele estava no corredor. Então, ele tinha uma corrente de ar. Mas estava caindo escombro a todo momento. O nosso medo de tirar ele rápido era de ter esse suprimento de ar interrompido. Então, a gente cavou um buraco por trás e furamos uma parede que deu uma ventilação melhor. Então, a gente procurou um suporte melhor para dar vida a ele, para ele dar continuidade, para depois a gente retirá-lo”, conta o Tenente Nascimento, da Defesa Civil de Teresópolis.
Consciente o tempo todo, Marcelo diz que ouvia as pessoas lá fora. “Eles estiveram ali conosco, com meus amigos e minha família, o tempo todo. Não desistiram mesmo naquele momento em que eu falei ‘agora, não tenho chance’. E eles escutaram minha voz. Eu falei: ‘Estou vivo, estou aqui, não desisti’. E comecei a bater direto, porque eu sabia que tinha alguém em volta. Eu falei: ‘será que eles vão me escutar?’. Se não escutar, pelo menos a pedra vão sentir. De repente, o Elimar virou e falou: ‘É o Marcelo, ele está aqui. Marcelo está aqui’. Nas duas horas finais, eu já estava respirando com dificuldade. Com aquele entulho todo em cima de mim, meu peito estava sendo esmagado diante de uma pedra. Eu estava ali, sem posição. Meus dois pés estavam presos. Então, ficou complicado. Quando eu saí, foi uma festa só. Muita gente assoviando, batendo palmas”, contou.
“Ele não teve nenhuma fratura, por surpresa nossa. O estado geral dele é impressionante. Ele está bastante animado e esperançoso, e a gente também. A gente tem certeza de que ele vai sair bem”, afirmou a médica Rosane Rodrigues, do Hospital de Clínicas de Teresópolis.
O voluntário da Defesa Civil Leonardo Vargas é um dos heróis do resgate. É ele quem aparece nas imagens de camisa preta, cavando com as mãos e depois puxando Marcelo de dentro do buraco. Ao ser perguntado qual é a sensação de salvar uma vida, ele responde: “Ser pai, se não mais. Eu ainda brincava com um colega: nem quando meu filho nasceu, eu fiquei tão feliz, porque ele nasceu de novo. A impressão que você tem é de estar tendo um filho, nascer de novo. É o que resume essa alegria: você está pegando seu filho no colo”, declarou Leonardo.
Levamos o vídeo do resgate para que toda a família pudesse assistir. “Quem vai dizer que uma pessoa sobrevive três vezes? Quer dizer, nasce três vezes? A primeira vez está certo, mas a segunda e terceira não existem”, declara Sadi Fonseca, pai de Marcelo. “Isso é Deus. É milagre mesmo”, completa a mãe.
Sadi diz que o filho nasceu três vezes porque, aos 18 anos, Marcelo sofreu um grave acidente de moto e teve traumatismo craniano. Agora, aos 42 anos, teve uma nova chance.
“Foi choro para todo lado. As lágrimas desceram mesmo, batendo palmas”, comemorou o voluntário Marcelo Pessoa da Silva.
Essa história, que já é impressionante, tem mais um detalhe. Simone, a noiva do Marcelo, faz uma surpresa no dia do aniversário dele. Como a entrada no centro de terapia intensiva é controlada, Simone levou as mensagens do filho e do resto da família de Marcelo. O casamento, marcado para dezembro, deve acontecer logo. “Agora, eu vou antecipar isso, porque a experiência de pensar em perdê-lo para mim era demais”, comentou Simone.

Esta é mais uma prova de que o Senhor está sempre com cada um de seus amados e que mesmo em momentos em que nos parece não ter mais solução o Senhor lá está para nos mostrar que com Ele sempre teremos um motivo para recomeçar e, que nEle sempre há vida eterna.

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