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Número de mortos sobe em Nova Friburgo e chega a 717 na serra do Rio

SÃO PAULO – O número de vítimas das enchentes e deslizamentos de terra na Região Serrana do Rio de Janeiro chegou a 717, segundo boletim divulgado pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira, 19. Segundo a corporação, 338 pessoas morreram em Nova Friburgo; 292 em Teresópolis; 63 em Petrópolis; outras 19 em Sumidouro; quatro em São José do Rio Preto; e uma em Bom Jardim.

Segundo a Defesa Civil, pelo menos 6.050 pessoas perderam suas casas e 7.780 tiveram de abandoná-las temporariamente e se abrigar em ginásios e escolas públicas. Segundo um estudo divulgado na segunda-feira pelo governo, cerca de 5 milhões de pessoas vivem em 500 áreas de risco no país.

Os trabalhos de resgate estão concentrados em áreas que ainda permanecem isoladas após terem sido bloqueadas por toneladas de terra, lama e pedras que deslizaram das montanhas e soterraram centenas de casas. As operações de resgate passaram a ser coordenadas no final de semana pelas Forças Armadas, que montaram uma base aérea de operações na Granja Comary, o campo de treinamentos da seleção brasileira de futebol em Teresópolis.

Clima. As chuvas que atingiram a serra do Rio estão entre as mais intensas já registradas na localidade e as de maior índice pluviométrico da história de Nova Friburgo, a cidade mais afetada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Estado, em Petrópolis e Teresópolis, porém, o índice ficou abaixo dos recordes anteriores.

Segundo a chefe da seção de Previsão do Tempo, Marlene Leal, por causa da intensidade do temporal e a geografia da área, a ‘catástrofe era inevitável’. ‘Na proporção e na intensidade com que as chuvas caíram não havia como evitar que uma tragédia acontecesse. Eu confesso que a proporção atingida – em uma área tão extensa, região montanhosa, de vale, aliada àquelas cabeças d’água que se formaram descendo em velocidade montanha abaixo em uma área imensa – me surpreendeu.’

Somente em Nova Friburgo a concentração pluviométrica chegou a 182,8 milímetros em um período de apenas 24 horas. De acordo com Marlene, o recorde anterior em na cidade havia sido de 113 milímetros em um período de 24 horas, registrado em 24 de janeiro de 1964.

Por Priscila Trindade, estadao.com.br, Atualizado: 19/1/2011 13:17

 

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