//
O Lúdico na Educação

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA ESCOLA

“Entre risos tímidos e algumas gargalhadas, vi nascer o sentimento, a alegria, o prazer, a descoberta, do outro e de si… Brincar, dançar, pular…Esse é o papel do professor, encantar-se para encantar…”

(Sandra Costa, 2007)
Vygotski (1988) indica a relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a criação da situação imaginária. Revela que o imaginário só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; comunica-se com seus pares; expressa-se através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões.

A Nova Escola nos presenteia com ótimos artigos sobre a importância do brincar na sala de aula.

Por que brincar é importante para as crianças pequenas

Estudos, pesquisas e livros são boas fontes não só para compreender a relevância do brincar como também para proporcioná-lo às crianças. Mergulhe fundo neles!

Bianca Bibiano (bianca.bibiano@abril.com.br)

Brincar é importante para os pequenos e disso você tem certeza. Mas por quê? Sem essa resposta, fica difícil desenvolver um bom trabalho com as turmas de creche e de pré-escola, não é mesmo? Se essa inquietação faz parte do seu dia a dia, sinta-se convidado a estudar o tema. Ele rende pano para manga desde muito, muito tempo atrás. “Os primeiros questionamentos sobre o brincar não estavam relacionados a jogos, brinquedos e brincadeiras, mas focavam a cultura”, diz Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.
No fim do século 19, o psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962), o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) e o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) buscavam compreender como os pequenos se relacionavam com o mundo e como produziam cultura. Até então, a concepção dominante era de que eles não faziam isso. “Investigando essa faceta do universo infantil, eles concluíram que boa parte da comunicação das crianças com o ambiente se dá por meio da brincadeira e que é dessa maneira que elas se expressam culturalmente”, explica Clélia.
Wallon foi o primeiro a quebrar os paradigmas da época ao dizer que a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos: para que ela ocorra, são necessários afeto e movimento também. Ele afirmava que é preciso ficar atento aos interesses dos pequenos e deixá-los se deslocar livremente para que façam descobertas. Levando em conta que as escolas davam muita importância à inteligência e ao desempenho, propôs que considerassem o ser humano de modo integral. Isso significa introduzir na rotina atividades diversificadas, como jogos. Preocupado com o caráter utilitarista do ensino, Wallon pontuou que a diversão deve ter fins em si mesma, possibilitando às crianças o despertar de capacidades, como a articulação com os colegas, sem preocupações didáticas.
Já Piaget, focado no que os pequenos pensam sobre tempo, espaço e movimento, estudou como diferem as características do brincar de acordo com as faixas etárias. Ele descobriu que, enquanto os menores fazem descobertas com experimentações e atividades repetitivas, os maiores lidam com o desafio de compreender o outro e traçar regras comuns para as brincadeiras.
As pesquisas de Vygotsky apontaram que a produção de cultura depende de processos interpessoais. Ou seja, não cabe apenas ao desenvolvimento de um indivíduo, mas às relações dentro de um grupo. Por isso, destacou a importância do professor como mediador e responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Consciente de que elas se comunicam pelo brincar, Vygotsky considerou uma intervenção positiva a apresentação de novas brincadeiras e de instrumentos para enriquecê-las. Ele afirmava que um importante papel da escola é desenvolver a autonomia da turma. E, para ele, esse processo depende de intervenções que coloquem elementos desafiadores nas atividades, possibilitando aos pequenos desenvolver essa habilidade.


Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida

Ao jogar – um comportamento que atravessa séculos -, a criança desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e adversários

Bianca Bibiano (bianca.bibiano@abril.com.br)

“Brincar tem de ser divertido e, mais
que aprender a perder, é importante
saber que brincar, por si só, é gostoso.”

Ao jogar – um comportamento que atravessa séculos -, a criança descobre que ganhar e perder faz parte da vida e desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e os adversários.
Sentados em grupo, crianças, jovens, homens, mulheres e idosos lançam dados, viram cartas e movimentam peças de acordo com regras preestabelecidas e acordadas por todos. Em resumo, jogam. E, consequentemente, se divertem, desafiam uns aos outros, passam o tempo. Um olhar atento mostra algo mais: jogos de tabuleiro revelam peculiaridades da cultura de um povo. Alguns tradicionais, como o Jogo da Glória, surgiram como forma de simbolizar a vida e a morte. Outros demonstravam em sua origem a importância das estratégias de guerra, como o xadrez, e as crenças de um povo, como o mancala.

Levando em conta essas características de comportamento e cultura, quando se transforma em espaço de jogo, a escola possibilita a construção de saberes. O desafio de uma partida proporciona a elaboração e a exploração de questões relacionadas à sociabilidade (que se dá por intermédio de regras) e ao desenvolvimento de estratégias. Detalhes que chamam a atenção para a possibilidade de trabalhar com tabuleiros sem a obrigatoriedade de vincular a atividade às áreas do conhecimento.
“É importante que as crianças descubram o gosto do brincar por si só”, defende Adriana Klisys, diretora da Caleidoscópio Brincadeira e Arte, em São Paulo. Esse tipo de abordagem não deve ser encarado pelos educadores como uma perda de tempo. “Há vários ganhos importantes para o desenvolvimento dos pequenos, embora possam não parecer importantes ou concretos à primeira vista”, explica Adriana.
Nas próximas páginas, NOVA ESCOLA apresenta seis tipos de jogo de tabuleiro – de comparação de quantidades, percurso, linhas e colunas, cooperativo, alvos e obstáculos e memória -, que vão ajudar no trabalho com essas habilidades e outras mais.

O que brinquedos proporcionam às crianças

Ana Gonzaga (novaescola@atleitor.com.br)

Quando as crianças manipulam brinquedos, elas têm a chance de reproduzir, transformar e até negar situações que vivenciam. Também colocam em cena o que desejam conhecer.
Esse poder de experimentação não é inerente aos objetos. Guardados em armários ou caixas, eles não são nada mais do que simples produtos.
Mesmo que sejam carregados de traços culturais, os brinquedos só têm a capacidade de proporcionar novas vivências quando são usados por alguém.
“Não se deve esperar que eles condicionem a ação dos pequenos. Na verdade, são suportes e sempre estarão sujeitos a novos significados”, diz Gisela Wajskop, diretora do Instituto Superior de Educação de São Paulo – Singularidades, na capital paulista.

Justamente por causa dessa mistura, entre os significados culturais e a liberdade inventiva, é importante ter muitos brinquedos na escola, ao alcance da turma. Quando carrinhos, panelinhas, bonecas e blocos de construir, entre outros, são objetos do brincar, as crianças ganham a chance de explorar a realidade, conhecer valores diferentes dos seus e inventar o próprio universo.
E mais: elas constroem vínculos com esses objetos e estabelecem relações de posse, de abandono e de perda, refletindo sobre si mesmas e descobrindo como reagir a situações que vão reproduzir ao longo da vida no convívio social.
Nessa dinâmica – como ocorre com os jogos e com as brincadeiras também –, o papel do educador tem de ser múltiplo. O trabalho deve começar pela organização de um acervo. As opiniões das crianças – quais os brinquedos de que elas mais gostam? E quais não conhecem? – é tão importante quanto a diversidade de itens. Depois, é fundamental saber agir. Em alguns momentos como observador e em outros como agente que enriquece a situação, sugerindo novos usos e contextos às peças.

Brincadeiras permitem que crianças conheçam o mundo e façam parte dele

Misturando a imaginação com traços culturais do passado e do presente, os pequenos põem em cena as brincadeiras. Cada um à seu modo, eles aprendem a participar de várias situações

Rita Trevisan (novaescola@atleitor.com.br)

Misturando a imaginação com traços culturais do passado e do presente, os pequenos põem em cena as brincadeiras. Cada um a seu modo, eles aprendem a participar de várias situações.
Quem é apanhado no pega-pega é eleito o pegador da vez. Enquanto a bruxa prepara poções venenosas, o príncipe apaixonado protege a princesa. E a menina que erra o passo e tropeça na corda vai ter de se casar com um moço loiro, moreno, careca ou cabeludo.
As brincadeiras são o modo que as crianças têm de se manifestar com naturalidade, conforme suas vontades e exigências. E também a maneira de elas entrarem em contato com valores e hábitos sociais antigos e contemporâneos.
Longe de ser uma simples maneira de os pequenos aprenderem as coisas (como acreditam muitos adultos), esse brincar, ora inventado, ora transmitido de geração em geração, permite que eles conheçam o mundo e passem a fazer parte dele.
“As brincadeiras são aprendizagens sociais que pressupõem processos de relações e mediações entre as crianças e entre elas e os educadores”, diz Adriana Friedmann, docente do curso de pós-graduação em Educação Lúdica no Instituto Superior de Educação Vera Cruz (Isevec), na capital paulista.
Quando a amarelinha e a ciranda, entre outras atividades, têm espaço garantido na escola, os pequenos ganham a possibilidade de tomar decisões e fazer descobertas emocionais e físicas. Reunidos em grupos, eles podem trocar informações sobre os diversos jeitos que existem para pular corda, por exemplo.
Organizar brincadeiras para a turma requer nada mais que um bom planejamento, com muita pesquisa e uma boa dose de imaginação. Em geral, elas não necessitam de muitos recursos materiais para ocorrer. Os cômodos da casinha do faz de conta podem ser divididos com traços no chão, e muitas atividades – como o esconde-esconde – fazem do corpo o principal objeto.

Jogar para viver e conhecer

O faz de conta é tão importante como o jogo de exercício e o de regras para que os pequenos aprendam a lidar com os outros e consigo mesmos

Lino de Macedo (novaescola@atleitor.com.br)

Por que os jogos são valiosos para a aprendizagem? Quem responde à questão é o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980): eles possibilitam o desenvolvimento de estruturas para o conhecer e o viver. Com eles, aprendemos pelo exercício, pelo símbolo e pela regra. Qualquer jogo se sustenta pelo desejo de querer fazer de novo (e, se possível, melhor) e tem como característica maior o prazer funcional, o gosto da repetição. As ações básicas das crianças se enriquecem graças a essa atividade de olhar por olhar, pegar por pegar, ouvir por ouvir, cheirar por cheirar.
Para Piaget, o jogo de exercício – o primeiro que apresento neste artigo – coincide com os “afetos perceptivos”, ou seja, com o interesse em praticar os sentidos, que serão sempre um dos critérios para nossas relações com as coisas e as pessoas. Ver, tocar, degustar, enfim, sentir e pensar são, de fato, os ingredientes básicos
de qualquer interação. O jogo como prazer funcional de repetir uma atividade por si mesma possibilita aprender pela experiência. Graças a isso, os pequenos passam a observar melhor, aperfeiçoar comportamentos e coordenar pontos de vista. Para tanto, é preciso que vivam em um ambiente rico de possibilidades. Ensinar, aqui, não é transmitir informações, e sim prover condições, cuidar e se importar com aquilo que tem valor para o desenvolvimento. Trata-se do valor da afetividade para aprender. Aquilo que se quer alcançar nos possibilita enfrentar e superar as dificuldades para chegar lá.
A segunda forma de jogo – o simbólico – é igualmente valiosa aos processos de aprendizagem. Expresso nas brincadeiras e nas infinitas possibilidades de imaginação ou de fazer de conta, é um meio de assimilação do mundo. Graças ao símbolo, as crianças pequenas podem compreender as coisas, atribuir significações a elas e recriá-las de forma livre e consentida. Elas aprendem a incorporar o mundo do jeito que lhes interessa. Mesmo que haja reprodução ou imitação, os pequenos estão desvinculados do compromisso de repetir um modelo ou referência, pois essa é uma oportunidade de combinar ou imaginar livremente e viver a magia dessa felicidade. É um jogo que permite a compreensão, pois, por meio dele, as crianças podem dizer ou representar, a seu modo, o que pensam e sentem sobre aquilo que fazem. Jogar, nesse sentido, é uma das condições para aprender. O melhor de tudo é que elas fazem isso com gosto, intensamente.
A terceira forma de jogo requer regras e objetivos definidos e interação com pessoas e coisas e, para sua ocorrência, as duas formas anteriores são importantes. O prazer funcional e o faz de conta estão a serviço do interesse em desenvolver bons procedimentos para ganhar, ir além. Não é assim também na vida?
É com e por meio do outro que os pequenos aprendem a argumentar, tomar decisões, compartilhar experiências, observar e coordenar pontos de vista. Além desses procedimentos tão importantes, aprendem também a concluir, esperar, respeitar, se concentrar, ganhar e perder em função do conhecer. Graças ao jogo de regras, aprendemos a tomar decisões, planejar, desenvolver, fazer algo que valha a pena do começo ao fim.
Seguindo essa linha de pensamento, é importante compreender que vida e conhecimento não são jogos, mas que as formas de viver e conhecer são. É por meio deles que exercitamos, simbolizamos e aperfeiçoamos nossas maneiras de interagir com as pessoas e as coisas e de proceder bem. Quando o tornar-se lúcido é mediado pelo lúdico, o amor ao conhecimento e às pessoas encontra realização e sentido.

Entrevista

Cyrce Andrade fala sobre a brincadeira como forma de expressão das crianças.
Especialista afirma que essa atividade tem um papel fundamental para o desenvolvimento dos pequenos e proporciona aprendizagens.
Por: Beatriz Vichessi (bvichessi@abril.com.br)
“Brincar tem de ser divertido e, mais
que aprender a perder, é importante
saber que brincar, por si só, é gostoso.”
Ilustração Rogério Fernandes.
Foto Marina Piedade

Quando a fonoaudióloga Cyrce Andrade começou a atender crianças em consultório, se perguntava por que os questionários inquiriam sobre tantas coisas, como saúde e alimentação, mas não tocavam no quesito brincar. “Não fazia sentido se o que a garotada mais gosta de fazer é se envolver com jogos e brincadeiras e essa é sua forma de representar e conhecer o mundo”, diz ela, que a partir dali direcionou seu trabalho e seus estudos para conhecer mais o tema. Mestre em Psicologia da Educação, ela foi responsável pela criação da brinquedoteca da comunidade da Rocinha, no Rio Janeiro, há 23 anos. Hoje, atua como assessora de projetos e formadora de educadores. Ao longo da vida, reuniu brinquedos e jogos do Brasil e de diferentes partes do mundo em uma coleção reunida em sua casa, de onde concedeu esta entrevista à NOVA ESCOLA.

Brincar é algo que se ensina?

CYRCE ANDRADE Sim, é uma aprendizagem social. Quando um bebê bate uma mão na outra, trata-se de um gesto casual. Mas, se alguém repetir o movimento, dá intencionalidade lúdica e aí, sim, ele se transforma em brincadeira. É necessário estabelecer uma relação com o outro. Mas não é só o adulto que ensina. Crianças convivem entre si e trocam experiências a respeito.

Qual é a importância do tema na Educação Infantil?

CYRCE Primeiramente, temos de pensar no brincar como algo que vai além dessa etapa. A escola precisa do brincar. E isso não porque tem crianças. A relevância da ludicidade nela se justifica porque é um ambiente onde existem seres humanos. Depois, é preciso enxergar o brincar como a maneira que os pequenos têm de produzir cultura e como a forma de expressão da infância por excelência. Caso se iniba essa linguagem, que opção restará a eles? Infelizmente, há muitas dificuldades de perceber essa produção de cultura lúdica contemporânea porque muitos adultos não conhecem várias brincadeiras ditas modernas. Não estou falando que é preciso decorar o nome de todos os personagens, mas precisamos saber que eles existem. Os educadores têm de saber do que brinca sua turma durante o fim de semana.

Brinquedos eletrônicos estão muito presentes no cotidiano infantil. Eles são indicados para crianças pequenas? E para o acervo da escola?
CYRCE
Não sou defensora do sabugo de milho em oposição ao chip. Acho que um complementa o outro. Esse tipo de discussão já existiu no passado: brinquedo industrializado versus artesanal. O alvo muda, mas já vimos que as coisas se somam. Porém defendo que a escola, por ser um dos raros lugares que os pequenos têm para conviver com os colegas hoje, seja um ambiente que privilegie o brincar em grupo. Mas isso não significa proibir os eletrônicos totalmente.

Alguns eletrônicos parecem ter vida própria, o que acaba gerando a ideia de que a criança não precisa brincar com eles e se torna mera expectadora. Essa concepção faz sentido?

CYRCE Essa dúvida me faz recordar um estudante de Pedagogia que me contou gostar muito, quando menor, de brincar com um trem elétrico, que ficava rodando sozinho. Ele disse que, enquanto o observava, lembrava que sua avó andava de trem e que ela sempre lhe contava histórias. Ele ouvia a voz dela enquanto o trem estava em movimento. É uma história interessante para ref letir sobre o fato de que não temos como saber o que se passa pela cabeça de alguém enquanto brinca. E não há brinquedo eletrônico que prenda a atenção porque é eletrônico. Ele tem de ser interessante.

Como resgatar as brincadeiras tradicionais de rua, como amarelinha e pega-pega?
CYRCE
A escola tem de se apropriar delas porque é um dos únicos lugares que hoje oferecem os pré-requisitos para que ocorra: espaço livre e gente reunida. Outro motivo é que elas promovem a integração social. O problema é que qualquer jogo para entrar na escola precisa ter um objetivo didático. O olhar adulto às vezes é redutor das possibilidades.

“Aprender brincando” é uma expressão muito em voga. Funciona usar brinquedos para ensinar?

CYRCE Acho possível. Porém isso não significa disfarçar a aprendizagem. Se estamos dentro da escola, qual o problema de ela fazer seu papel? Aprender é tão interessante quanto brincar. Não é castigo. Os educadores precisam compreender que criança gosta de aprender e se dedica ao desafio. Basta saber como conduzi-lo. Observe os pequenos com blocos de madeira. Eles nunca constroem coisas simples: tentam montagens mirabolantes, que vão cair várias vezes até dar certo. Às vezes, disfarçar algo com uma brincadeira pode ser bom para diminuir uma angústia do adulto que precisa ensinar, e, não da criança, que vai aprender.

Ensinar a perder é importante na Educação Infantil? Por quê?
CYRCE
Quando pequenas, as crianças não têm o valor de ganhar e perder bem definidos e isso tem de ser trabalhado – mas não valorizando o ganhador e ironizando o perdedor. Brincar tem de ser divertido e, mais que aprender a perder, é importante saber que brincar é gostoso. Geralmente, jogos cooperativos são muito valorizados nas escolas: todos ganham ou perdem e perder em grupo é menos dolorido. Quem disse que, quando o jogo vence, as crianças não começam a procurar quem fez a jogada que colaborou com a derrota? O válido em ter jogos desse tipo é proporcionar o contato com a diversidade de regras. Aprender a cooperar é fundamental, mas os tabuleiros não têm o poder de ensinar isso.

Qual o tempo que o brincar deve ocupar na rotina da Educação Infantil?
CYRCE
É uma questão difícil. Não saberia dizer se é algo que pode e deve ser marcado. Por isso, não sou a favor do ambiente chamado brinquedoteca nas escolas quando é usado como um espaço que limita – física e temporalmente – o momento do jogo. Se considero que há um tempo definido para brincar, preciso definir o que não é brincar e isso não faz sentido, já que a construção do conhecimento se dá em vários momentos e não é uma coisa estanque.

Fontes Consultadas:

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/12075/1/A-Importancia-do-Ludico-na-Escola/pagina1.html#ixzz198Gng1eq

Revista Nova Escola.


Discussion

No comments yet.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: